Continuando a série de posts sobre o Japão, vamos do início: o avião! Afinal, quando você pensa em ir para o outro lado do mundo, uma das primeiras perguntas que vem na cabeça (ou que te fazem) é como aguentar mais de 24h – um dia inteiro – dentro de um avião. Aqui eu vou contar como é voar de Qatar Airways para Tóquio, Japão.

É isso mesmo. São, em média, 25h dentro de pelo menos dois vôos – fora o tempo em solo – e, a não ser que você disponha de uma boa quantia de dinheiro, passará isso tudo sentado na classe econômica, ou seja, na mesma posição. Haja disposição!

Justamente por esse motivo, a escolha da companhia aérea é muito importante. Procure sempre ler resenhas, opiniões e evitar furadas. Você não vai querer constrangimentos ou problemas em um percurso tão longo.

Eu escolhi Qatar Airways. Uma das melhores companhias aéreas do mundo, a árabe só aparece atrás da famosa Emirates. Tive a sorte de conseguir a melhor tarifa em julho por ela, então foi ótimo: uniu a vantagem no bolso e o conforto.

Mês: Julho/2016

Preço: R$ 3100,00 com tarifas inclusas

Classe: Econômica

Será que foi tão boa assim? Vamos ao veredicto.


IDA: GUARULHOS – TOKYO

Eu peguei o voo em Guarulhos/SP, cidade que geralmente apresenta tarifas e promoções melhores que o Rio de Janeiro, além de mais opções de datas, o que permite maior flexibilidade para adequar à agenda. Meu embarque era de madrugada e cheguei no aeroporto com um pouco mais de 2h antes para despachar a bagagem.

Já havia feito o check-in online sem problema nenhum, o site da Qatar funciona perfeitamente em todas as funções. Se tivesse que reclamar de alguma coisa, seria apenas do atendimento telefônico, já que os contatos do escritório em São Paulo nunca atendem e o SAC (0800) não é capaz de atender todas as solicitações.

No aeroporto, contudo, foi perfeito. Atendentes rápidos, extremamente gentis e educados. Nunca fui tão bem tratada por uma companhia aérea, já comecei a sentir a diferença ali. Pegamos nossos cartões de embarque, comemos alguma coisa e aguardamos a hora de embarcar.

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O embarque foi pontual e o voo saiu na hora. O avião era novo, mas não foi dos mais modernos da companhia, pois vi em resenhas antes da viagem que há modelos mais high-tech.

No avião, cada passageiro recebe uma almofada e cobertor embalados, além de um kit que vem com protetor auricular, tapa-olhos, uma escova e pasta de dentes. Há, também, um fone de ouvido para utilizar na TV individual.

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Com uma tela para cada passageiro, pode-se dispor de um serviço de entretenimento com vários filmes – inclusive lançamentos – séries, jogos e até músicas. A resposta do sistema não é tão boa, mas funciona e é suficiente para distrair nessas horas todas no ar. Importante: não espere ter legendas em português e torça por aqueles filmes com legendas em inglês, para facilitar.

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Durante o voo, os comissários de bordo falam sempre em inglês – às vezes com mais ou menos sotaque, dependendo da nacionalidade deles. Como no primeiro trecho não havia cardápio físico – os comissários nos falavam as opções disponíveis – fica bem mais difícil para aquele passageiro sem fluência no inglês.

Tempo de São Paulo até Doha: 14h

CONEXÃO EM DOHA-QUATAR

A conexão em Doha, no Qatar, foi bem tranquila. Nós passamos por um raio x, uma revista e depois ficamos na área internacional do aeroporto, que é enorme. Se quiser comprar doces diferentes, há um mar de variedades bem melhor que o Duty-Free do Brasil lá. Pena que não aproveitei.

Como minha conexão era curta (3h) não havia necessidade de visto para ficar dentro do aeroporto. Caso eu desejasse descer em Doha, aí sim, precisaria verificar a emissão de um visto de trânsito para isso.

O embarque para Tokyo foi igualmente pontual e recebemos nossos paninhos úmidos logos antes do avião decolar – aliás, isso aconteceu em todos os trechos.

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DOHA-TOKYO

O voo de Doha para Tokyo dura entre 10h e 11h.

Não houve mudança na qualidade do avião, apenas a comida que é um pouco diferente em cada trecho. Falarei mais disso quando contar sobre a volta, pois tirei foto de alguns pratos apenas no retorno.

Chegando em Tokyo houve turbulência mais forte, mas nada absurdo. Deu pra aguentar bem (e olha que tenho pânico).

Curiosidade: No aeroporto de Narita, há uma fila enorme para o processo de imigração, mas nada de burocracia. Você apena preenche um formulário simples e eles documentam o seu passaporte (além de cadastrar suas digitais). Depois, você recolhe suas malas – as minhas já estavam fora da esteira esperando – e preenche novo formulário dizendo o que está (ou não) carregando para dentro do Japão. Ninguém conferiu se eu estava falando a verdade, um guarda apenas me perguntou o que eu estava indo fazer no Japão e me deu boas vindas, foi realmente tranquilo.


VOLTA: TOKYO – GUARULHOS/SP

A volta para Guarulhos não teve nenhuma novidade e foi tudo com o mais perfeito atendimento, novamente. Embarque pontual, voos limpos e organizados, com comissários educados e, novamente, falando em inglês.

Vamos à parte que não teve na primeira parte desse post, a comida!

Cada trecho (são dois na ida e dois na volta) tem três grandes refeições, sendo, geralmente, uma café da manhã, uma almoço e uma jantar. Sempre havia três opções, mas elas podem acabar de acordo com a escolha dos passageiros. Muitas vezes eu estranhava os temperos ou os tipos de comida, como uma batata logo no café da manhã, mas dá para comer tranquilamente.

Cada grande refeição vinha com um prato principal (pote preto da imagem abaixo) e outros pequenos potinhos com uma entrada (salada ou algo parecido) e uma sobremesa. Além disso, jamais faltava um pão com manteiga, geleias e um pequeno chocolate.

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Esse era um pequeno lanche servido logo no fim da madrugada – não chegava a ser café, eu chamaria de desjejum:

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Claro que nenhuma comida requentada de avião é deliciosa, então não posso dizer que adorei, mas era decente. Fora isso, lá atrás do avião tem sorvete, bebida e frutas – você pode pedir para as comissárias.

Outro detalhe: havia opções de pedir bebidas alcoólicas, quase sempre, como vinho. Como eu não bebi, não sei dizer se era possível repetir ou a qualidade servida.

CHEGADA EM GUARULHOS/SP

Para não dizer que foi tudo maravilhas, na chegada em Guarulhos, tivemos uma demora enorme para recebermos nossas malas na esteira. Como já ouvi falar que esse serviço lá nesse aeroporto é terceirizado, não culparia a Qatar, mas já comecei a sentir falta da agilidade e organização do Japão.


O QUE ACHEI DA QATAR? 

Achei que a Econômica da Qatar Airways foi uma ótima experiência e valeu o preço. Se você encontrar passagem dessa companhia aérea com uma boa tarifa – ou só um pouco mais alta que de outras – indicaria sem dúvida nenhuma! Não pagaria uma fortuna, porque há outras boas opções, mas, no meu caso, valeu a pena demais.


Já voou de Qatar? Foi pro Japão com outra companhia aérea? Deixa o seu comentário!

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  1. Pingback: Diário de Viagem em Tóquio, no Japão - Gabi Xavier

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